Tamanho e Participa??o do Mercado de Medicamentos para Diabetes na Am¨¦rica do Sul
An¨¢lise do Mercado de Medicamentos para Diabetes na Am¨¦rica do Sul por Âé¶¹ÊÓÆµ
Espera-se que o mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul cres?a de 3,91 bilh?es de USD em 2025 para 4,04 bilh?es de USD em 2026, com previs?o de atingir 4,93 bilh?es de USD at¨¦ 2031, a um CAGR de 4,08% durante 2026-2031.
A preval¨ºncia do diabetes, a obesidade e o diagn¨®stico tardio sustentar?o a demanda por tratamento em toda a regi?o. A Federa??o Internacional de Diabetes registrou 35,4 milh?es de adultos com diabetes na Am¨¦rica do Sul e Central em 2024, e projeta 51,5 milh?es de adultos at¨¦ 2050. A aquisi??o p¨²blica e os programas de medicamentos essenciais continuam sendo centrais para o acesso, especialmente para insulina e terapias orais estabelecidas. Os agonistas do receptor GLP-1 e os inibidores de SGLT2 mais recentes est?o ampliando as op??es de tratamento, embora a acessibilidade e o reembolso continuem a limitar o acesso. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul tamb¨¦m est¨¢ mudando ¨¤ medida que a produ??o local de insulina, a concorr¨ºncia de gen¨¦ricos e a dispensa??o digital alteram as condi??es de oferta e distribui??o.
Principais Conclus?es do Relat¨®rio
- Por classe de medicamento, os medicamentos ¨¤ base de insulina detinham 39,51% da participa??o do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto os medicamentos combinados t¨ºm previs?o de crescer a um CAGR de 5,24% at¨¦ 2031.
- Por tipo de diabetes, o diabetes tipo 2 representou 89,42% do valor de 2025 e tem proje??o de avan?ar a um CAGR de 6,35% at¨¦ 2031.
- Por via de administra??o, a via subcut?nea detinha 67,84% do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto a via oral deve crescer a um CAGR de 4,62% at¨¦ 2031.
- Por canal de distribui??o, as farm¨¢cias hospitalares detinham 46,22% do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto as farm¨¢cias online devem registrar um CAGR de 5,86% at¨¦ 2031.
- Por pa¨ªs, o Brasil detinha 43,56% do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto a Argentina tem proje??o de crescer a um CAGR de 7,26% at¨¦ 2031.
Nota: O tamanho do mercado e os n¨²meros de previs?o neste relat¨®rio s?o gerados usando a estrutura de estimativa propriet¨¢ria da Âé¶¹ÊÓÆµ, atualizada com os dados e percep??es mais recentes dispon¨ªveis em janeiro de 2026.
Tend¨ºncias e Perspectivas do Mercado de Medicamentos para Diabetes na Am¨¦rica do Sul
An¨¢lise de Impacto dos Fatores Impulsionadores*
| Fator Impulsionador | (~) % Impacto na Previs?o de CAGR | Relev?ncia Geogr¨¢fica | Prazo de Impacto |
|---|---|---|---|
| Crescente Carga de Diabetes Tipo 2 e Obesidade | +1.3% | Brasil, Argentina, Chile, Col?mbia | Longo prazo (¡Ý 4 anos) |
| Uso Mais Amplo de Agonistas do Receptor GLP-1 e Inibidores de SGLT2 | +1.0% | Brasil, Argentina, Col?mbia, Chile | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2-4 anos) |
| Subs¨ªdios Governamentais e Programas de Medicamentos Essenciais | +0.7% | Brasil, Col?mbia, Argentina | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2-4 anos) |
| Aumento do Diagn¨®stico, Rastreamento e ±õ²Ô¨ª³¦¾±´Ç do Tratamento | +0.5% | Brasil, Col?mbia, Chile, Peru, Bol¨ªvia | Longo prazo (¡Ý 4 anos) |
| Fabrica??o Local de Insulina e Pept¨ªdeos | +0.4% | Brasil e Argentina | Longo prazo (¡Ý 4 anos) |
| Prescri??o Digital, Telefarm¨¢cia e Suporte ¨¤ Ades?o | +0.3% | Brasil, Chile, Argentina | Curto prazo (¡Ü 2 anos) |
| Fonte: Âé¶¹ÊÓÆµ | |||
Crescente Carga de Diabetes Tipo 2 e Obesidade
O aumento do diabetes e da obesidade cria a base de demanda mais ampla para o mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul. A OPAS relatou em 2025 que os casos de diabetes nas Am¨¦ricas aumentaram 53,6% desde 2000.[1]"Tempestade Iminente, Doen?as Cr?nicas N?o Transmiss¨ªveis e Condi??es de ³§²¹¨²»å±ð Mental Custar?o Trilh?es ¨¤ Am¨¦rica do Sul at¨¦ 2050," Organiza??o Pan-Americana da ³§²¹¨²»å±ð, paho.org O mesmo relat¨®rio situou a inatividade f¨ªsica em 35,6%, o n¨ªvel regional mais alto do mundo. Esses fatores ampliam o conjunto de pessoas com probabilidade de necessitar de controle glic¨ºmico de longo prazo. A popula??o urbana da regi?o supera 83%, concentrando riscos alimentares e de estilo de vida em grandes centros populacionais. A Federa??o Internacional de Diabetes estimou os gastos com sa¨²de relacionados ao diabetes em 81 bilh?es de USD na Am¨¦rica do Sul e Central durante 2024.[2]"Atlas do Diabetes da FID, Dados da Am¨¦rica do Sul e Central," Federa??o Internacional de Diabetes, diabetesatlas.org
O diabetes tipo 2 responde pela maior parte dessa necessidade de tratamento porque est¨¢ intimamente ligado ¨¤ obesidade e ¨¤ inatividade. As medidas de preven??o podem desacelerar novos casos, mas n?o eliminam as necessidades cont¨ªnuas de medica??o dos pacientes diagnosticados. Isso confere ao mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul uma base duradoura, mesmo quando o reembolso ¨¦ desigual entre os sistemas de sa¨²de p¨²blico e privado.
Uso Mais Amplo de Agonistas do Receptor GLP-1 e Inibidores de SGLT2
Os agonistas do receptor GLP-1 e os inibidores de SGLT2 est?o mudando os padr?es de prescri??o no mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul. Seu uso se expandiu al¨¦m do controle b¨¢sico da glicose porque os m¨¦dicos tamb¨¦m consideram os desfechos cardiovasculares, renais e relacionados ao peso. O Brasil adicionou a dapagliflozina, comercializada como Forxiga, ao programa Farm¨¢cia Popular em fevereiro de 2025.[3]"Brasil, Acesso e Reembolso de Medicamentos no SUS e na Farm¨¢cia Popular," Associa??o Internacional de Advogados, ibanet.orgIsso melhorou o acesso subsidiado para pacientes eleg¨ªveis e conferiu ¨¤ classe um lugar mais claro no sistema de acesso p¨²blico.
A produ??o local poder¨¢ determinar o alcance dessas terapias e dos produtos de insulina aos pacientes. O Brasil retomou a produ??o dom¨¦stica de insulina em 2025 ap¨®s uma interrup??o de 20 anos, por meio de uma iniciativa liderada pelo Minist¨¦rio da ³§²¹¨²»å±ð. O fornecimento dom¨¦stico pode reduzir a exposi??o a interrup??es nas importa??es e fortalecer o planejamento de aquisi??es p¨²blicas. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul poder¨¢, portanto, ganhar volume por meio de alternativas de menor custo, enquanto os inovadores competem com novas formula??es e evid¨ºncias.
Subs¨ªdios Governamentais e Programas de Medicamentos Essenciais
Os programas p¨²blicos moldam o acesso porque muitos pacientes n?o conseguem pagar consistentemente por terapias cr?nicas por conta pr¨®pria. O programa Farm¨¢cia Popular do Brasil fornece medicamentos para diabetes gratuitamente e acesso subsidiado a terapias cardiometab¨®licas selecionadas. O Brasil tamb¨¦m ampliou o acesso ao SUS para an¨¢logos de insulina para pessoas com diabetes tipo 2 em novembro de 2024.
A Col?mbia e a Argentina tamb¨¦m dependem de sistemas de cobertura p¨²blica que influenciam a ado??o de produtos. Na Col?mbia, as terapias para diabetes representaram 9,3%-9,6% dos gastos farmac¨ºuticos p¨²blicos durante 2024. A liraglutida foi inclu¨ªda no plano de benef¨ªcios UPC da Col?mbia para pacientes com IMC elevado especificado. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul se beneficia quando as regras de cobertura convertem a elegibilidade cl¨ªnica em tratamento reembolsado. Os fabricantes devem, portanto, alinhar o posicionamento cl¨ªnico com as necessidades de aquisi??o em cada pa¨ªs.
Prescri??o Digital, Telefarm¨¢cia e Suporte ¨¤ Ades?o
Os servi?os digitais est?o adicionando uma nova rota para o acesso regular a medicamentos no mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul. Os canais digitais ajudam os pacientes a organizar reabastecimentos sem deslocamentos repetidos a pontos de venda, especialmente quando o tratamento cr?nico torna essencial a dispensa??o recorrente e oportuna. A prescri??o digital pode tornar esses fluxos de reabastecimento mais confi¨¢veis quando as regulamenta??es permitem documenta??o eletr?nica segura.
O estado do Paran¨¢, no Brasil, habilitou solicita??es remotas de medicamentos cobrindo mais de 90 condi??es em 43 munic¨ªpios em 2025. No Chile, a Digital Pharma introduziu integra??o de prescri??es e capacidades omnicanal em 90 farm¨¢cias Knop durante 2025. Esses sistemas podem apoiar a continuidade do reabastecimento e ajudar as farm¨¢cias a observar os padr?es de dispensa??o. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul provavelmente ver¨¢ os canais digitais complementar, em vez de substituir, as farm¨¢cias hospitalares e de varejo.
An¨¢lise de Impacto das Restri??es*
| Restri??o | (~) % Impacto na Previs?o de CAGR | Relev?ncia Geogr¨¢fica | Prazo de Impacto |
|---|---|---|---|
| Elevados Gastos Diretos e Reembolso Desigual | -0.8% | Peru, Bol¨ªvia, Venezuela, Chile, Argentina | Longo prazo (¡Ý 4 anos) |
| Formul¨¢rios Fragmentados e Expans?o Lenta da Cobertura Baseada em ATS | -0.5% | Col?mbia, Chile, Argentina | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2-4 anos) |
| Lacunas Rurais na Cadeia de Frio e na Disponibilidade da ?ltima Milha | -0.3% | Brasil, Bol¨ªvia, Equador, Peru | Longo prazo (¡Ý 4 anos) |
| Troca Orientada por Protocolos e Descontinuidade em Programas P¨²blicos | -0.2% | Brasil, Col?mbia, Peru | ²Ñ¨¦»å¾±´Ç prazo (2-4 anos) |
| Fonte: Âé¶¹ÊÓÆµ | |||
Elevados Gastos Diretos e Reembolso Desigual
Os altos custos pessoais e a cobertura incompleta restringem o alcance do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul. A FIFARMA relatou que os pacientes na Am¨¦rica do Sul aguardaram em m¨¦dia 4,75 anos para que terapias inovadoras recebessem disponibilidade p¨²blica limitada ou plena ap¨®s a aprova??o pela FDA ou pela EMA. A Col?mbia e o Chile registraram per¨ªodos de espera superiores a 5 anos. Esse atraso limita o acesso a novas terapias mesmo ap¨®s sua disponibiliza??o para venda. Pacientes sem cobertura privada generosa podem permanecer em produtos mais antigos e menos caros. As redu??es de pre?os decorrentes de alternativas locais podem ampliar o acesso, mas n?o resolvem completamente as lacunas na cobertura p¨²blica.
A diferen?a entre as vias de tratamento p¨²blico e privado pode ampliar as disparidades de acesso. A OPAS declarou que 43 milh?es de pessoas com diabetes nas Am¨¦ricas n?o conseguem acessar tratamento. As ag¨ºncias nacionais de sa¨²de utilizam an¨¢lises de evid¨ºncias, or?amentos e regras de formul¨¢rio separados. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul, portanto, permanece limitado pela acessibilidade, apesar do crescente interesse cl¨ªnico em tratamentos mais recentes.
Lacunas Rurais na Cadeia de Frio e na Disponibilidade da ?ltima Milha
As condi??es de fornecimento podem interromper o tratamento mesmo quando um medicamento est¨¢ listado e reembolsado. As terapias injet¨¢veis requerem sistemas confi¨¢veis de cadeia de frio, capacidade de distribui??o e gest?o local de estoques. Esses requisitos s?o dif¨ªceis de atender em ¨¢reas remotas do Brasil, Bol¨ªvia, Equador e Peru. O Peru enfrentou uma escassez de insulina no in¨ªcio de 2026 e ativou aquisi??es de emerg¨ºncia para manter a continuidade do atendimento. A fabrica??o local de insulina no Brasil ¨¦ um amortecedor ¨²til, embora n?o resolva as lacunas de distribui??o em toda a regi?o.
Os protocolos p¨²blicos tamb¨¦m podem exigir que os pacientes troquem de terapias ou atendam a crit¨¦rios de elegibilidade restritos. Essas restri??es podem afetar a persist¨ºncia quando um produto preferido n?o est¨¢ dispon¨ªvel pelo programa p¨²blico. As lacunas na log¨ªstica rural e na continuidade dos programas p¨²blicos s?o mais graves para medicamentos que n?o podem ser facilmente substitu¨ªdos. Essas condi??es desaceleram a expans?o do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul fora dos maiores centros urbanos de tratamento.
*Nossas previs?es tratam os impactos dos impulsionadores e restri??es como direcionais, e n?o aditivos. As previs?es de impacto refletem o crescimento de base, os efeitos de composi??o e as intera??es entre vari¨¢veis.
An¨¢lise de Segmentos
Por Classe de Medicamento: A Insulina Mant¨¦m a Maior Base Enquanto as Terapias Combinadas Crescem
Os medicamentos ¨¤ base de insulina detinham 39,51% do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025, sustentados por seu papel essencial no diabetes tipo 1 e pelo uso extensivo no diabetes tipo 2. A aquisi??o p¨²blica continua sendo importante porque a insulina ¨¦ fornecida por meio de hospitais, redes de aten??o prim¨¢ria e programas nacionais. A produ??o dom¨¦stica poderia melhorar a resili¨ºncia do fornecimento e refor?ar o papel estabelecido da insulina. A escala das licita??es p¨²blicas torna o fornecimento confi¨¢vel e os pre?os competitivos importantes para os fornecedores.
Os medicamentos combinados t¨ºm proje??o de alcan?ar a maior taxa de crescimento, com um CAGR de 5,24% at¨¦ 2031. Os produtos de dose fixa que combinam inibidores de SGLT2 com metformina ou inibidores de DPP-4 podem simplificar o tratamento di¨¢rio. Isso beneficia os pacientes que precisam de mais de um mecanismo de a??o, mas preferem menos comprimidos. Os agonistas do receptor GLP-1 est?o fortalecendo o grupo de injet¨¢veis n?o insul¨ªnicos, embora o acesso permane?a mais limitado do que para os medicamentos convencionais. O setor de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul est¨¢, portanto, equilibrando uma grande base de insulina orientada por aquisi??es com um crescimento mais r¨¢pido em terapias projetadas em torno da ades?o e do cuidado combinado.
Por Tipo de Diabetes: O Diabetes Tipo 2 Impulsiona o Valor e a Complexidade do Tratamento
O diabetes tipo 2 representou 89,42% do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025 e tem previs?o de crescer a um CAGR de 6,35% at¨¦ 2031. Essa posi??o reflete a carga de doen?as da regi?o e o uso de terapias GLP-1 e SGLT2 de maior valor no tratamento do tipo 2. Os pacientes podem passar do tratamento com mudan?as de estilo de vida para a monoterapia oral, m¨²ltiplas terapias orais e produtos injet¨¢veis ao longo do tempo. Essa progress?o cria demanda em v¨¢rias classes de medicamentos. A apresenta??o mais jovem do diabetes tipo 2 tamb¨¦m estende o per¨ªodo durante o qual os pacientes podem necessitar de tratamento.
O diabetes tipo 1 representa uma parcela menor, mas permanece estrategicamente importante para a demanda de insulina. Os pacientes nesse grupo dependem de acesso consistente a formula??es de insulina de a??o r¨¢pida, basal e de longa dura??o. A expans?o do SUS em 2024 do acesso ¨¤ insulina an¨¢loga para pacientes com diabetes tipo 2 aproxima as duas popula??es de tratamento dentro do planejamento do formul¨¢rio p¨²blico. Os requisitos de bioequival¨ºncia da Argentina em 2025 para novos ingredientes ativos hipoglicemiantes orais acrescentam uma etapa regulat¨®ria para produtos orais gen¨¦ricos. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul deve, portanto, atender a uma popula??o de alto volume com diabetes tipo 2 sem enfraquecer a infraestrutura essencial de fornecimento para o tipo 1.
Por Via de Administra??o: As Terapias Injet¨¢veis Lideram Enquanto a Administra??o Oral se Expande
A administra??o subcut?nea detinha 67,84% do valor de 2025 porque a insulina e a maioria das terapias com GLP-1 s?o administradas dessa forma. A via est¨¢ incorporada tanto nos cuidados de longa data para diabetes quanto nas abordagens de tratamento mais recentes relacionadas ao peso. A administra??o intravenosa permanece menor porque ¨¦ utilizada principalmente em ambientes hospitalares e de cuidados intensivos. Os produtos subcut?neos manter?o um papel importante onde o tratamento requer insulina ou os produtos GLP-1 atualmente dispon¨ªveis.
A administra??o oral tem previs?o de ser a via de crescimento mais r¨¢pido, com um CAGR de 4,62% at¨¦ 2031. A metformina, os inibidores de SGLT2, os inibidores de DPP-4 e as combina??es de dose fixa sustentam sua ampla base de pacientes. As terapias orais evitam o treinamento para inje??o e reduzem a depend¨ºncia do manuseio da cadeia de frio. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul poder¨¢ ver as op??es orais ampliar o acesso ao tratamento, embora a aprova??o regulat¨®ria e o reembolso permane?am decisivos.
Por Canal de Distribui??o: As Farm¨¢cias Hospitalares Lideram Enquanto as Farm¨¢cias Online Ganham Espa?o
As farm¨¢cias hospitalares detinham 46,22% do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025 porque as compras p¨²blicas fluem por meio de redes de farm¨¢cias hospitalares e de aten??o prim¨¢ria. O canal fornece insulina e terapias orais em escala por meio de programas como o SUS do Brasil e o EsSalud do Peru. A aquisi??o centralizada pode reduzir os pre?os unit¨¢rios e apoiar o amplo acesso. Tamb¨¦m pode expor os pacientes a interrup??es no fornecimento quando os ciclos de aquisi??o falham. A escassez de insulina no Peru em 2026 demonstrou o risco de depender de arranjos de fornecimento concentrados. As farm¨¢cias de varejo continuam sendo importantes para seguros privados e compras diretas.
As farm¨¢cias online t¨ºm proje??o de crescer a um CAGR de 5,86% at¨¦ 2031, a maior taxa entre os canais de distribui??o. A dispensa??o digital apoia reabastecimentos recorrentes e pode melhorar a conveni¨ºncia para pessoas que gerenciam condi??es cr?nicas. Os lan?amentos de produtos GLP-1 tamb¨¦m incentivaram o desenvolvimento de sistemas de prescri??o e atendimento online. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul provavelmente manter¨¢ as farm¨¢cias hospitalares como seu canal principal, enquanto os provedores online assumem um papel maior nos reabastecimentos e no suporte ao paciente.
An¨¢lise Geogr¨¢fica
O Brasil representou 43,56% da participa??o do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul em 2025, sustentado por sua grande popula??o de pacientes e sistema de aquisi??o p¨²blica. O pa¨ªs tem uma estimativa de 20 milh?es de pessoas com diabetes, equivalente a 10,2% de sua popula??o. Os programas SUS e Farm¨¢cia Popular do Brasil fornecem uma ampla estrutura de acesso a medicamentos para diabetes. A dapagliflozina entrou na Farm¨¢cia Popular em fevereiro de 2025 sem custo para os pacientes qualificados. O projeto de ingrediente ativo de insulina glargina da Fiocruz tem como meta 20 milh?es de unidades para o SUS em 2025 e uma produ??o anual potencial de 70 milh?es de unidades.
A Argentina tem previs?o de ser o segmento nacional de crescimento mais r¨¢pido, com um CAGR de 7,26% at¨¦ 2031. A concorr¨ºncia local da semaglutida ampliou a discuss?o de pre?os em torno das terapias GLP-1. O Laborat¨®rio Elea introduziu seu Dutide fabricado domesticamente a 80% abaixo do pre?o do Ozempic importado, ap¨®s o que a Novo Nordisk reduziu os pre?os do Ozempic em 50% na Argentina. A Col?mbia e o Chile t¨ºm perfis de acesso diferentes, com os gastos p¨²blicos da Col?mbia apoiando os tratamentos listados e o Chile dependendo mais do varejo e dos seguros privados.
O Peru e outros pa¨ªses sul-americanos enfrentam restri??es de acesso e fornecimento mais graves. O Peru ativou a aquisi??o emergencial de insulina durante 2026 e buscou compras centralizadas para cobrir as necessidades cont¨ªnuas. Bol¨ªvia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela t¨ºm gastos com sa¨²de mais baixos e acesso menos estabelecido ao GLP-1. Esses pa¨ªses dependem mais fortemente de produtos de insulina gen¨¦rica e biossimilar fornecidos por meio de compras institucionais. O Chile tamb¨¦m utilizou r¨®tulos de advert¨ºncia alimentar e restri??es ao marketing de bebidas a?ucaradas como parte de uma abordagem de preven??o. Essas medidas de preven??o podem desacelerar a incid¨ºncia ao longo do tempo, mas n?o eliminam a necessidade atual de tratamento. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul, portanto, apresenta uma grande lacuna entre a capacidade de fornecimento do Brasil e os desafios de acesso enfrentados nos mercados menores.
Cen¨¢rio Competitivo
O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul ¨¦ semiconsolidado entre as empresas inovadoras e mais fragmentado entre os fornecedores de gen¨¦ricos e biossimilares. A Novo Nordisk det¨¦m uma posi??o significativa em insulina e terapias GLP-1 por meio de produtos como Ozempic e Wegovy. Sua unidade de Montes Claros produz 25% da produ??o global de insulina da empresa. A Eli Lilly construiu uma posi??o concorrente no segmento de injet¨¢veis por meio do Mounjaro. A AstraZeneca compete nas terapias com inibidores de SGLT2, auxiliada pela inclus?o do Forxiga na Farm¨¢cia Popular.
As empresas est?o utilizando fabrica??o, participa??o em formul¨¢rios e combina??es de produtos para proteger suas posi??es. O projeto dom¨¦stico de insulina do Brasil fornece outra rota estrat¨¦gica ao vincular a fabrica??o local ¨¤s necessidades de fornecimento p¨²blico. A alian?a Boehringer Ingelheim e Eli Lilly recebeu aprova??o da ANVISA para o Jardiance Duo em janeiro de 2026. Essas a??es mostram como as empresas est?o combinando investimento em produ??o com expans?o de portf¨®lio. Elas tamb¨¦m refletem a necessidade de competir dentro dos sistemas regulat¨®rios e de reembolso nacionais.
Espera-se que os fabricantes dom¨¦sticos exer?am mais press?o ¨¤ medida que as patentes expiram e as vias para biossimilares se desenvolvem. A EMS introduziu o Lirux e o Olire, alternativas ¨¤ base de liraglutida, no Brasil durante 2024. A ANVISA aprovou o Owozy da Sandoz e da Adalvo, uma semaglutida gen¨¦rica, em julho de 2026 para um lan?amento comercial planejado no segundo semestre no Brasil. Os entrantes gen¨¦ricos poderiam ampliar o acesso ao reduzir os pre?os, especialmente ap¨®s a expira??o da patente da semaglutida. As oportunidades permanecem na distribui??o rural, no suporte digital ¨¤ ades?o e nas terapias orais com GLP-1, onde nenhum fornecedor ¨²nico estabeleceu uma lideran?a duradoura. O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul, portanto, tende a se tornar mais competitivo ¨¤ medida que fornecedores locais e internacionais atendem a diferentes faixas de pre?o e canais, enquanto os compradores p¨²blicos continuam a priorizar o fornecimento confi¨¢vel, a prontid?o para licita??es e o acesso para pacientes que necessitam de cuidados cr?nicos ininterruptos.
L¨ªderes do Setor de Medicamentos para Diabetes na Am¨¦rica do Sul
-
Novo Nordisk
-
Sanofi
-
Eli Lilly and Company
-
AstraZeneca
-
Boehringer Ingelheim
- *Isen??o de responsabilidade: Principais participantes classificados em nenhuma ordem espec¨ªfica
Desenvolvimentos Recentes do Setor
- Julho de 2026: A Anvisa, reguladora de sa¨²de do Brasil, aprovou cinco medicamentos GLP-1 injet¨¢veis ¨¤ base de semaglutida para o tratamento do diabetes e da obesidade, ap¨®s a expira??o da patente do Ozempic no pa¨ªs. As aprova??es fizeram parte de um processo de an¨¢lise acelerada com o objetivo de ampliar o acesso dos pacientes e aumentar a concorr¨ºncia no mercado.
- Julho de 2026: A ANVISA aprovou o Owozy da Sandoz e da Adalvo, uma semaglutida gen¨¦rica e a primeira vers?o gen¨¦rica do Ozempic aprovada na Am¨¦rica do Sul, para um lan?amento comercial planejado no segundo semestre de 2026 no Brasil.
- Abril de 2026: A Eli Lilly aumentou seu investimento em pesquisa e desenvolvimento no Brasil para 85 milh?es de USD em 2026, ante 55 milh?es de USD em 2025, com trabalho focado em estudos cardiometab¨®licos de fase 3.
Escopo do Relat¨®rio do Mercado de Medicamentos para Diabetes na Am¨¦rica do Sul
De acordo com o escopo do relat¨®rio, o mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul refere-se ao segmento farmac¨ºutico dedicado aos medicamentos utilizados para o tratamento do diabetes, principalmente tipo 1 e tipo 2. Inclui produtos de insulina, medicamentos antidiab¨¦ticos orais como metformina e sulfonilureias, e classes mais recentes como inibidores de DPP-4, inibidores de SGLT-2 e agonistas do receptor GLP-1.
O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul ¨¦ segmentado por classe de medicamento, tipo de diabetes, via de administra??o, canal de distribui??o e pa¨ªs. Por classe de medicamento, o mercado ¨¦ segmentado em medicamentos ¨¤ base de insulina, medicamentos antidiab¨¦ticos orais, medicamentos injet¨¢veis n?o insul¨ªnicos e medicamentos combinados. Os medicamentos ¨¤ base de insulina s?o ainda segmentados em insulina humana tradicional, insulina basal ou de longa dura??o, combina??es de insulina e outros medicamentos ¨¤ base de insulina. Os medicamentos antidiab¨¦ticos orais s?o ainda segmentados em biguanidas, inibidores de SGLT2, inibidores de DPP-4 e outros medicamentos antidiab¨¦ticos orais. Os medicamentos injet¨¢veis n?o insul¨ªnicos s?o ainda segmentados em agonistas do receptor GLP-1 e an¨¢logos da amilina. Por tipo de diabetes, o mercado ¨¦ segmentado em diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional. Por via de administra??o, o mercado ¨¦ segmentado em oral, subcut?nea e intravenosa. Por canal de distribui??o, o mercado ¨¦ segmentado em farm¨¢cias hospitalares, farm¨¢cias de varejo, farm¨¢cias online e outros canais de distribui??o. Por pa¨ªs, o mercado ¨¦ segmentado em Brasil, Argentina, Col?mbia, Chile, Peru e restante da Am¨¦rica do Sul. O relat¨®rio oferece valores (USD) para todos os segmentos acima.
| Medicamentos ¨¤ Base de Insulina | Insulina Humana Tradicional |
| Insulina Basal ou de Longa Dura??o | |
| Combina??es de Insulina | |
| Outros Medicamentos ¨¤ Base de Insulina | |
| Medicamentos Antidiab¨¦ticos Orais | Biguanidas |
| Inibidores de SGLT2 | |
| Inibidores de DPP-4 | |
| Outros Medicamentos Antidiab¨¦ticos Orais | |
| Medicamentos Injet¨¢veis N?o Insul¨ªnicos | Agonistas do Receptor GLP-1 |
| An¨¢logos da Amilina | |
| Medicamentos Combinados |
| Diabetes Tipo 1 |
| Diabetes Tipo 2 |
| Diabetes Gestacional |
| Oral |
| Subcut?nea |
| Intravenosa |
| Farm¨¢cias Hospitalares |
| Farm¨¢cias de Varejo |
| Farm¨¢cias Online |
| Outros Canais de Distribui??o |
| Brasil |
| Argentina |
| Col?mbia |
| Chile |
| Peru |
| Restante da Am¨¦rica do Sul |
| Por Classe de Medicamento | Medicamentos ¨¤ Base de Insulina | Insulina Humana Tradicional |
| Insulina Basal ou de Longa Dura??o | ||
| Combina??es de Insulina | ||
| Outros Medicamentos ¨¤ Base de Insulina | ||
| Medicamentos Antidiab¨¦ticos Orais | Biguanidas | |
| Inibidores de SGLT2 | ||
| Inibidores de DPP-4 | ||
| Outros Medicamentos Antidiab¨¦ticos Orais | ||
| Medicamentos Injet¨¢veis N?o Insul¨ªnicos | Agonistas do Receptor GLP-1 | |
| An¨¢logos da Amilina | ||
| Medicamentos Combinados | ||
| Por Tipo de Diabetes | Diabetes Tipo 1 | |
| Diabetes Tipo 2 | ||
| Diabetes Gestacional | ||
| Por Via de Administra??o | Oral | |
| Subcut?nea | ||
| Intravenosa | ||
| Por Canal de Distribui??o | Farm¨¢cias Hospitalares | |
| Farm¨¢cias de Varejo | ||
| Farm¨¢cias Online | ||
| Outros Canais de Distribui??o | ||
| Por Pa¨ªs | Brasil | |
| Argentina | ||
| Col?mbia | ||
| Chile | ||
| Peru | ||
| Restante da Am¨¦rica do Sul | ||
Principais Quest?es Respondidas no Relat¨®rio
Qual ¨¦ o valor projetado do mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul at¨¦ 2031?
O mercado de medicamentos para diabetes na Am¨¦rica do Sul tem previs?o de atingir 4,93 bilh?es de USD at¨¦ 2031, crescendo a um CAGR de 4,08% de 3,91 bilh?es de USD em 2025 para 4,04 bilh?es de USD em 2026.
Qual classe de medicamento tem o maior papel no tratamento do diabetes em toda a Am¨¦rica do Sul?
Os medicamentos ¨¤ base de insulina lideraram com 39,51% do valor de 2025 porque s?o essenciais para o diabetes tipo 1 e amplamente utilizados no tratamento do tipo 2.
Qual tipo de diabetes deve crescer mais rapidamente at¨¦ 2031?
O diabetes tipo 2 tem proje??o de crescer a um CAGR de 6,35% at¨¦ 2031 e representou 89,42% do valor de 2025.
Por que o Brasil ¨¦ importante para os fornecedores de medicamentos para diabetes?
O Brasil detinha 43,56% do valor de 2025 e combina uma grande popula??o com diabetes com importantes iniciativas de aquisi??o p¨²blica e fabrica??o dom¨¦stica.
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