Tamanho e Participa??o do Mercado de Avia??o Geral da Am¨¦rica do Sul
An¨¢lise do Mercado de Avia??o Geral da Am¨¦rica do Sul por Âé¶¹ÊÓÆµ
O tamanho do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul foi avaliado em 1,89 bilh?es de USD em 2025 e est¨¢ previsto para crescer de 2,08 bilh?es de USD em 2026 at¨¦ atingir 3,08 bilh?es de USD em 2031, a um CAGR de 8,17% durante o per¨ªodo de previs?o (2026-2031). O mercado atende regi?es onde dist?ncias, terreno e limitadas liga??es terrestres tornam as aeronaves um meio de transporte essencial. Viagens corporativas, opera??es remotas, trabalho agr¨ªcola e acesso de emerg¨ºncia em todo o continente sustentam a demanda. O Brasil permanece como a principal base comercial, enquanto mudan?as regulat¨®rias na Argentina podem ampliar as oportunidades operacionais. A substitui??o de aeronaves e novos modelos de servi?o est?o ampliando a demanda al¨¦m do voo executivo tradicional. Restri??es na capacidade de manuten??o, fornecimento de pe?as, financiamento e acesso a aeroportos ainda limitam a velocidade com que os operadores podem adicionar aeronaves.
Principais Conclus?es do Relat¨®rio
- Por tipo de aeronave, os jatos executivos detinham 33,98% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto os eVTOLs de Mobilidade A¨¦rea Avan?ada est?o previstos para crescer a um CAGR de 10,85% at¨¦ 2031.
- Por tipo de propuls?o, as aeronaves de pist?o/turbina convencional detinham 65,98% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto as plataformas h¨ªbrido-el¨¦tricas est?o previstas para crescer a um CAGR de 12,29% at¨¦ 2031.
- Por modelo de propriedade, os operadores de fretamento/t¨¢xi a¨¦reo detinham 55,39% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto a propriedade privada plena est¨¢ prevista para crescer a um CAGR de 10,44% at¨¦ 2031.
- Por aplica??o do usu¨¢rio final, o transporte empresarial/corporativo detinha 47,38% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto os servi?os m¨¦dicos de emerg¨ºncia/ambul?ncia a¨¦rea est?o previstos para crescer a um CAGR de 10,35% at¨¦ 2031.
- Por geografia, o Brasil detinha 42,18% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025, enquanto a Argentina est¨¢ prevista para crescer a um CAGR de 9,99% at¨¦ 2031.
Nota: O tamanho do mercado e os n¨²meros de previs?o neste relat¨®rio s?o gerados usando a estrutura de estimativa propriet¨¢ria da Âé¶¹ÊÓÆµ, atualizada com os dados e percep??es mais recentes dispon¨ªveis em janeiro de 2026.
Tend¨ºncias e Perspectivas do Mercado de Avia??o Geral da Am¨¦rica do Sul
An¨¢lise de Impacto dos Impulsionadores*
| Impulsionador | (~) % de Impacto na Previs?o do CAGR | Relev?ncia Geogr¨¢fica | Prazo de Impacto |
|---|---|---|---|
| Crescimento da avia??o corporativa e privada | +2.20% | Brasil, Argentina, Chile | M¨¦dio prazo (2-4 anos) |
| Requisitos de conectividade em ¨¢reas remotas | +1.80% | Brasil, Peru, Col?mbia, Venezuela, Restante da Am¨¦rica do Sul | Curto prazo (¡Ü 2 anos) |
| Renova??o da frota e demanda por aeronaves mais eficientes | +1.50% | Brasil, Argentina, Chile | M¨¦dio prazo (2-4 anos) |
| Agroneg¨®cio, minera??o e opera??es de energia offshore | +1.30% | Brasil, Argentina, Col?mbia, Peru | M¨¦dio prazo (2-4 anos) |
| Expans?o da propriedade fracionada e modelos de fretamento sob demanda | +1.10% | Brasil, Argentina, Chile | M¨¦dio prazo (2-4 anos) |
| Crescimento dos requisitos aerom¨¦dicos e de resposta a emerg¨ºncias | +0.80% | Brasil, Peru, Col?mbia, Restante da Am¨¦rica do Sul | Longo prazo (¡Ý 4 anos) |
| Fonte: Âé¶¹ÊÓÆµ | |||
Requisitos de Conectividade em ?reas Remotas
O mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul depende de aeronaves onde o terreno e as longas dist?ncias de viagem restringem o transporte terrestre. A bacia amaz?nica, o corredor andino, as plan¨ªcies do Chaco e a estepe patag?nica criam requisitos persistentes de acesso a¨¦reo ponto a ponto. Em 2025, o SETAM do Paraguai retomou os servi?os com o CASA 212 ligando Assun??o a comunidades remotas do Chaco ap¨®s uma interrup??o de manuten??o de 60 dias. O servi?o conectou comunidades, incluindo Bah¨ªa Negra e Fuerte Olimpo, onde a avia??o apoia a mobilidade b¨¢sica. Operadores de petr¨®leo, minera??o e agroneg¨®cio em localidades do interior tamb¨¦m dependem de aeronaves porque h¨¢ poucas alternativas terrestres pr¨¢ticas. O padr?o de popula??o urbana da regi?o n?o elimina essa necessidade, uma vez que a atividade econ?mica se estende muito al¨¦m das rotas que podem suportar servi?os a¨¦reos regulares.
Crescimento da Avia??o Corporativa e Privada
A frota de avia??o executiva do Brasil atingiu 1.193 aeronaves em maio de 2026, ante 906 aeronaves em maio de 2024.[1]Avantto, "A Frota de Avia??o Executiva Cresce 6,5% no Brasil e Supera 11,2 Mil Aeronaves," Comunicado de Imprensa da Avantto, avantto.com.br A Airbus Corporate Jets registrou 1.103 jatos executivos no Brasil em junho de 2025, colocando o pa¨ªs em segundo lugar atr¨¢s dos EUA e ¨¤ frente do M¨¦xico. Os registros durante o primeiro semestre de 2025 inclu¨ªram 39 jatos leves, 17 jatos de m¨¦dio porte e 6 jatos pesados. Essas adi??es indicam crescente demanda por aeronaves de maior alcance e cabines maiores entre os usu¨¢rios corporativos brasileiros. O mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul tamb¨¦m se beneficia ¨¤ medida que o voo privado se torna uma op??o de viagem de neg¨®cios em cidades brasileiras de segundo n¨ªvel. Chile e Col?mbia oferecem oportunidades de crescimento relacionadas ¨¤ medida que a atividade corporativa e as viagens transfronteiri?as aumentam.
Renova??o da Frota e Demanda por Aeronaves Mais Eficientes
A Airbus Corporate Jets informou que a frota de jatos executivos da Am¨¦rica do Sul e do Caribe tinha em m¨¦dia 24,5 anos no in¨ªcio de 2025, em compara??o com uma m¨¦dia global de 18,1 anos. A m¨¦dia de idade da frota do Brasil era de 18,4 anos, indicando que a atividade de substitui??o come?ou mais cedo ali do que no restante da regi?o. A Textron Aviation representou 40% das entregas de aeronaves turbina competitivas na Am¨¦rica do Sul em 2024.[2]Textron Aviation, "Cessna Citation Longitude Expande seu Alcance Global com Primeiro Pedido no Brasil," Textron Aviation, businesswire.com O primeiro pedido do Cessna Citation Longitude no Brasil foi anunciado na LABACE 2025, com entrega prevista para 2026. A Bombardier apresentou o Global 8000 em S?o Paulo em maio de 2026, demonstrando interesse ativo na demanda por substitui??o de ultralongo alcance. As atualiza??es de conectividade aprovadas para aeronaves da Gulfstream, Textron e Bombardier tamb¨¦m acrescentam uma raz?o pr¨¢tica para modernizar as frotas.
Agroneg¨®cio, Minera??o e Opera??es de Energia Offshore
A avia??o agr¨ªcola fornece uma base operacional est¨¢vel para o mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul, especialmente no Brasil. O Brasil encerrou 2025 com 2.866 aeronaves agr¨ªcolas tripuladas registradas, enquanto o registro nacional de avia??o registrou 2.722 aeronaves agr¨ªcolas em opera??o. Os operadores agr¨ªcolas est?o concentrados em regi?es que respondem pela maior parte da produ??o de gr?os e frutas do Brasil. O Mato Grosso sozinho tinha 749 aeronaves agr¨ªcolas, refletindo a import?ncia da avia??o para a agricultura em grandes ¨¢reas. A demanda por helic¨®pteros na minera??o no Chile, Peru e Col?mbia acrescenta uma fonte separada de atividade de miss?o. A atividade de energia offshore no Brasil tamb¨¦m apoia o uso de helic¨®pteros turbina nas bacias de Santos e Campos.
An¨¢lise de Impacto das Restri??es*
| Restri??o | (~) % de Impacto na Previs?o do CAGR | Relev?ncia Geogr¨¢fica | Prazo de Impacto |
|---|---|---|---|
| Aeroportos regionais, heliportos e instala??es de MRO inadequados | -1.40% | Restante da Am¨¦rica do Sul, Venezuela, Peru, Col?mbia | Curto prazo (¡Ü 2 anos) |
| Altos custos de combust¨ªvel, manuten??o, seguro e aeroporto | -1.20% | Brasil, Argentina, Chile | M¨¦dio prazo (2-4 anos) |
| Volatilidade econ?mica, risco cambial e restri??es de financiamento | -0.90% | Argentina, Venezuela, Brasil | Curto prazo (¡Ü 2 anos) |
| Prazos de entrega de pe?as de aeronaves e restri??es de disponibilidade de pilotos | -0.70% | Impacto global, agudo na Am¨¦rica do Sul | M¨¦dio prazo (2-4 anos) |
| Fonte: Âé¶¹ÊÓÆµ | |||
Aeroportos Regionais, Heliportos e Instala??es de MRO Inadequados
A infraestrutura limitada ¨¦ uma restri??o material ao mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul, particularmente para operadores fora das grandes cidades. A capacidade de manuten??o certificada est¨¢ concentrada em torno de S?o Paulo, Buenos Aires e Santiago. Operadores em mercados menores podem precisar transportar aeronaves para instala??es norte-americanas para manuten??o pesada. Isso aumenta os custos de manuten??o e reduz o tempo em que as aeronaves est?o dispon¨ªveis para servi?o. A Aviasur expandiu seu centro de manuten??o em Santiago de 5.500 metros quadrados para 7.100 metros quadrados no final de 2024. O aumento apoia a demanda regional, mas a capacidade dispon¨ªvel permanece limitada para os operadores chilenos e argentinos.
Altos Custos de Combust¨ªvel, Manuten??o, Seguro e Aeroporto
Os custos operacionais permanecem elevados para os operadores que atendem rotas remotas na Am¨¦rica do Sul. A distribui??o de combust¨ªvel est¨¢ concentrada nos hubs costeiros e principais hubs do interior do Brasil, acrescentando custos de parada para abastecimento, manuseio e navega??o em miss?es no interior. Esses custos vari¨¢veis podem representar de 30% a 40% dos custos totais de viagem em rotas remotas. Os prazos de entrega de pe?as e as restri??es na cadeia de suprimentos tamb¨¦m atrasam as adi??es ¨¤ frota, apesar da demanda sustentada dos usu¨¢rios. A capacidade de seguro para opera??es complexas offshore, andinas e amaz?nicas ¨¦ limitada, o que eleva os custos de propriedade. As taxas aeroportu¨¢rias e as restri??es de slots nos principais hubs podem desviar o tr¨¢fego de fretamento para aeroportos secund¨¢rios menos preparados para lidar com aeronaves turbina modernas.
*Nossas previs?es tratam os impactos dos impulsionadores e restri??es como direcionais, e n?o aditivos. As previs?es de impacto refletem o crescimento de base, os efeitos de composi??o e as intera??es entre vari¨¢veis.
An¨¢lise de Segmentos
Por Tipo de Aeronave: Jatos Leves Lideram, eVTOLs Reformulam o Horizonte da Frota
Os jatos executivos detinham 33,98% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025, tornando-os o maior segmento de aeronaves. Seu custo de aquisi??o comparativamente menor e menores necessidades de pista se adequam ¨¤ ampla rede de aeroportos secund¨¢rios do Brasil. A frota de jatos executivos do Brasil atingiu 1.193 aeronaves em maio de 2026, crescendo 31,7% em rela??o a 906 aeronaves em maio de 2024. Jatos de m¨¦dio e grande porte est?o ganhando relev?ncia ¨¤ medida que as empresas buscam maior alcance para miss?es regionais e transatl?nticas. Os seis registros de aeronaves pesadas registrados no primeiro semestre de 2025 apontam para uma demanda migrando para classes de cabine maiores.
Os turbo¨¦lices permanecem importantes para o trabalho agr¨ªcola e o acesso a comunidades remotas. A frota de avia??o executiva de turbo¨¦lices do Brasil cresceu 23% entre maio de 2024 e maio de 2026. As aeronaves de pist?o permaneceram como a maior categoria absoluta de frota no Brasil, totalizando 6.170 aeronaves em maio de 2026. Os helic¨®pteros apoiam energia offshore, servi?os m¨¦dicos de emerg¨ºncia e opera??es de fretamento urbano, enquanto os helic¨®pteros turbina cresceram 19% no Brasil no mesmo per¨ªodo. O tamanho do mercado de avia?o geral da Am¨¦rica do Sul para ve¨ªculos eVTOL e de Mobilidade A¨¦rea Avan?ada est¨¢ previsto para crescer a um CAGR de 10,85% at¨¦ 2031. A Eve tem como alvo a certifica??o pela ANAC do Brasil em 2028 e assinou um acordo-quadro vinculante com a Revo para at¨¦ 50 aeronaves eVTOL.
Por Tipo de Propuls?o: Turbinas Dominam o Presente, Motores H¨ªbridos Miram o Futuro
As aeronaves de pist?o/turbina convencional detinham 65,98% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025. A frota instalada depende de avi?es de treinamento a pist?o, turbo¨¦lices agr¨ªcolas e jatos executivos turbofan que possuem pr¨¢ticas estabelecidas de manuten??o e opera??o. Essa base limita a perspectiva de substitui??o r¨¢pida a curto prazo por sistemas de propuls?o alternativos. O Brasil tinha 6.170 aeronaves a pist?o em maio de 2026, muitas das quais serviam ao treinamento e ao trabalho utilit¨¢rio. As aeronaves totalmente el¨¦tricas permanecem em est¨¢gio inicial de desenvolvimento comercial. O Escrit¨®rio de Responsabilidade do Governo dos EUA relatou em 2026 que a FAA ainda estava avaliando quest?es de certifica??o para aeronaves el¨¦tricas.
A propuls?o h¨ªbrido-el¨¦trica est¨¢ prevista para crescer a um CAGR de 12,29% at¨¦ 2031. A FAA aprovou o Documento de Quest?es G-1 para o sistema de propuls?o h¨ªbrido-el¨¦trico AMP-H570 da Ampaire em mar?o de 2025. O programa EL9 da Electra avan?ou com seu processo de Documento de Quest?es G-1 em julho de 2026, ap¨®s uma solicita??o de certifica??o de tipo Parte 23 em novembro de 2025. Aeronaves h¨ªbridas poderiam atender rotas regionais de 300-600 km, onde o alcance apenas com bateria pode permanecer insuficiente. Essas rotas podem suportar custos operacionais mais baixos do que as turbinas convencionais onde a demanda de passageiros ¨¦ reduzida. O mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul provavelmente seguir¨¢ os precedentes de certifica??o da FAA e da EASA ¨¤ medida que o Brasil e a Argentina desenvolvem seus pr¨®prios caminhos.
Por Modelo de Propriedade: Fretamento Lidera a Economia de Acesso, Propriedade Privada Acelera
Os operadores de fretamento/t¨¢xi a¨¦reo responderam por 55,39% do tamanho do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025. O acesso por fretamento evita o ?nus total de capital, tripula??o, manuten??o e administra??o associado ¨¤ propriedade direta de aeronaves. Esse modelo ¨¦ especialmente relevante no Brasil, onde impostos de importa??o, taxas regulat¨®rias e condi??es de financiamento local podem elevar os custos de aquisi??o. Os programas de propriedade fracionada oferecem uma op??o intermedi¨¢ria entre o fretamento sob demanda e a propriedade plena. A Avantto operava 45 aeronaves em todo o Brasil, usando esse modelo para fornecer disponibilidade sem exposi??o total de capital. Os operadores governamentais e de miss?es especiais tamb¨¦m fornecem uma demanda est¨¢vel por turbo¨¦lices e helic¨®pteros usados em vigil?ncia, monitoramento ambiental e miss?es de fronteira.
A propriedade privada plena est¨¢ prevista para crescer a um CAGR de 10,44% entre 2026 e 2031. As regras do RBAC-91K de Administrador de Propriedade Compartilhada do Brasil formalizaram as estruturas para propriedade compartilhada de aeronaves. Os registros privados est?o crescendo junto com as frotas de operadores ¨¤ medida que os usu¨¢rios corporativos buscam maior controle sobre a disponibilidade. O Brasil adicionou quase 600 aeronaves de avia??o executiva por ano ao longo dos 3,50 anos anteriores, de acordo com dados da ABAG. A sub-frota de jatos executivos registrou crescimento de 17% ano a ano em novembro de 2025. As institui??es de treinamento mant¨ºm a demanda por aeronaves a pist?o e turbo¨¦lices de n¨ªvel b¨¢sico ¨¤ medida que a atividade de certifica??o de pilotos se expande.
Por Aplica??o do Usu¨¢rio Final: Viagens Corporativas Ancoram a Demanda, Servi?os Aerom¨¦dicos Impulsionam o Crescimento
O transporte empresarial/corporativo respondeu por 47,38% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025. As opera??es de voo de avia??o executiva do Brasil em 100 grandes aeroportos aumentaram 16% entre 2023 e 2025. As empresas utilizam aeronaves para reduzir o tempo de viagem entre cidades onde as dist?ncias rodovi¨¢rias s?o longas e o servi?o regular ¨¦ limitado. A demanda corporativa se fortaleceu ¨¤ medida que os or?amentos de viagem se recuperaram no Brasil e no Chile ao longo de 2024 e 2025. O voo pessoal, o treinamento de pilotos e as miss?es especiais responderam pelo restante da demanda. As aquisi??es governamentais na Col?mbia, Peru e Brasil apoiam o voo de miss?o especial para seguran?a e monitoramento ambiental.
Os servi?os m¨¦dicos de emerg¨ºncia/ambul?ncia a¨¦rea est?o previstos para crescer a um CAGR de 10,35% at¨¦ 2031. O segmento aborda a falta de acesso oportuno ¨¤ sa¨²de no interior do continente. A Brasil Vida opera servi?os de terapia intensiva em sete cidades brasileiras e ¨¦ credenciada pelo International Assistance Group para opera??es aerom¨¦dicas. A Vittal fornece servi?os aerom¨¦dicos na Argentina e nos pa¨ªses vizinhos. A Medevac opera seis configura??es de aeronaves de transporte m¨¦dico no Peru sob a certifica??o de seguran?a de avia??o BARS. Seguradoras, sistemas de sa¨²de e empregadores com for?as de trabalho remotas tratam cada vez mais a capacidade aerom¨¦dica como um servi?o essencial.
An¨¢lise Geogr¨¢fica
O Brasil detinha 42,18% da participa??o do mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul em 2025. O pa¨ªs tinha 11.362 aeronaves de avia??o executiva em maio de 2026, um aumento de 20,10% em rela??o a 9.460 aeronaves em maio de 2022. Sua frota de jatos executivos era a segunda maior do mundo, com 1.103 aeronaves em 2025. A frota de jatos cresceu 31,70% de maio de 2024 a maio de 2026, enquanto os helic¨®pteros turbina e os turbo¨¦lices cresceram 19% e 23%, respectivamente. A idade m¨¦dia da frota do Brasil de 18,40 anos aponta para uma demanda cont¨ªnua de substitui??o. O Global 8000 da Bombardier apareceu no Catarina Aviation Show em maio de 2026, enquanto o SkyCourier Combi da Textron recebeu certifica??o brasileira em junho de 2025.
A Argentina est¨¢ prevista para crescer a um CAGR de 9,99% at¨¦ 2031. Suas reformas regulat¨®rias de 2026 removeram os requisitos de plano de voo VFR noturno e habilitaram certas opera??es de fretamento Parte 135 com piloto ¨²nico. As medidas tamb¨¦m removeram o requisito de 900 horas de voo para o licenciamento de piloto comercial de primeira classe. Essas mudan?as podem reduzir os encargos administrativos para operadores menores e novos pilotos. A EHang e a FAdeA da Argentina assinaram um memorando de entendimento em 2025 para avan?ar na certifica??o, fabrica??o e suporte do EH216-S na Argentina e na Am¨¦rica do Sul. Chile, Col?mbia e Peru contribuem com demanda por meio de helic¨®pteros de minera??o, redes aerom¨¦dicas e miss?es de fretamento remoto.
Venezuela, Peru e o Restante da Am¨¦rica do Sul formam um grupo diversificado de ambientes operacionais. A Venezuela possui capacidade legada em helic¨®pteros, avia??o agr¨ªcola e fretamento, embora restri??es de combust¨ªvel, fraco influxo de novas aeronaves e uma frota envelhecida limitem a utiliza??o. Peru, Bol¨ªvia, Equador, Uruguai e Paraguai apoiam miss?es aerom¨¦dicas, agr¨ªcolas e de conectividade remota. O servi?o SETAM retomado pelo Paraguai ilustra como os v¨ªnculos de servi?o p¨²blico dependem da avia??o geral em comunidades remotas do Chaco. A configura??o com kit para cascalho do SkyCourier ¨¦ adequada para opera??es em pistas n?o pavimentadas e recebeu sua primeira entrega na Am¨¦rica do Sul para um operador brasileiro da Amaz?nia. Esses exemplos fornecem um modelo pr¨¢tico para localidades secund¨¢rias no Peru e na Bol¨ªvia.
Cen¨¢rio Competitivo
O mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul possui um n¨ªvel de fabricantes de equipamentos originais concentrado, liderado por Embraer S.A., Textron Aviation Inc., Bombardier Inc., Airbus SE e General Dynamics Corporation (Gulfstream). O Brasil ¨¦ o principal centro comercial, mesmo que as aeronaves operem em uma ampla geografia. O suporte p¨®s-venda ¨¦ central para a competi??o porque as op??es de manuten??o certificada s?o limitadas. A Bombardier trabalha com a MAGA Aviation no Aeroporto Catarina em S?o Paulo como instala??o de servi?o autorizada para aeronaves Global, Challenger e Learjet. A Helibras se beneficia da produ??o local e de relacionamentos estabelecidos em opera??es de helic¨®pteros civis e de servi?o p¨²blico.
As empresas tamb¨¦m est?o se diferenciando por meio de ofertas especializadas de produtos e servi?os. A Honda Aircraft atende ¨¤ categoria de jatos leves, a Piper possui uma oferta estabelecida de aeronaves de treinamento e a Sikorsky atende aos requisitos de helic¨®pteros de busca e salvamento. Essas posi??es reduzem a concorr¨ºncia direta em algumas aplica??es de aeronaves. A Embraer registrou uma patente em 2025 relacionada ¨¤ integra??o de propuls?o h¨ªbrido-el¨¦trica em arquiteturas de aeronaves regionais. Esse movimento mostra que os fabricantes estabelecidos est?o buscando novas oportunidades de propuls?o. O mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul, portanto, inclui tanto a competi??o em vendas de aeronaves quanto uma disputa de longo prazo para controlar o acesso a servi?os. Os operadores valorizam muito o suporte de manuten??o confi¨¢vel porque o tempo de inatividade das aeronaves pode interromper miss?es remotas e sens¨ªveis ao tempo.
O campo de Mobilidade A¨¦rea Avan?ada est¨¢ desenvolvendo uma camada competitiva separada. A Eve reportou 641 milh?es de USD em liquidez total no final de 2025 e assinou um acordo-quadro vinculante de 250 milh?es de USD com a Revo para at¨¦ 50 aeronaves eVTOL em junho de 2025.[3]Embraer, "Eve Air Mobility e Revo Aceleram a Mobilidade A¨¦rea Urbana com Contrato de 250 Milh?es de USD," Centro de ²Ñ¨ª»å¾±²¹ da Embraer, embraer.com O acordo de distribui??o da Aeromot em 2025 com a Volocopter cobre distribui??o, manuten??o, treinamento de pilotos e opera??es no Brasil. O acordo da EHang com a FAdeA apoia um caminho de entrada semelhante na Argentina. A Avantto e a L¨ªder Avia??o competem por meio de produtos de propriedade fracionada e redes operacionais, em vez de fabrica??o de aeronaves. Os servi?os aerom¨¦dicos no Peru, Bol¨ªvia e Equador, al¨¦m da substitui??o de turbo¨¦lices agr¨ªcolas na Argentina e no Paraguai, permanecem ¨¢reas onde os relacionamentos locais podem moldar o acesso ao mercado.
L¨ªderes do Setor de Avia??o Geral da Am¨¦rica do Sul
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Embraer S.A.
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Textron Aviation Inc.
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Bombardier Inc.
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Airbus SE
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Gulfstream Aerospace Corporation (General Dynamics Corporation)
- *Isen??o de responsabilidade: Principais participantes classificados em nenhuma ordem espec¨ªfica
Desenvolvimentos Recentes do Setor
- Maio de 2026: A Bombardier apresentou seu jato executivo Global 8000 no Catarina Aviation Show em S?o Paulo, marcando a estreia da aeronave na Am¨¦rica do Sul. A aeronave possui alcance de 8.000 milhas n¨¢uticas, altitude de cabine de 2.691 p¨¦s e acesso a uma gama mais ampla de aeroportos. O evento fez parte da estrat¨¦gia da Bombardier para fortalecer sua posi??o no mercado de avia??o executiva brasileiro e da Am¨¦rica do Sul em geral, com o Global 8000 exibido ao lado do Global 6500 e do Challenger 3500.
- Mar?o de 2026: A Eve Air Mobility realizou um voo de seu prot¨®tipo de engenharia eVTOL em escala real nas instala??es de teste da Embraer em Gavi?o Peixoto, Brasil, na presen?a de autoridades do governo brasileiro, incluindo o Presidente Luiz In¨¢cio Lula da Silva. O marco avan?a a campanha de testes de voo da Eve em dire??o ¨¤ certifica??o de sua aeronave eVTOL.
Escopo do Relat¨®rio do Mercado de Avia??o Geral da Am¨¦rica do Sul
Este relat¨®rio analisa o mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul, cobrindo a aquisi??o, entrega, opera??o e suporte p¨®s-venda de aeronaves utilizadas para aplica??es empresariais, privadas, de fretamento, treinamento, recreativas, de emerg¨ºncia e de miss?o especial. O estudo inclui jatos executivos, aeronaves de asa fixa turbo¨¦lice, aeronaves de asa fixa a pist?o, helic¨®pteros e ve¨ªculos eVTOL/de mobilidade a¨¦rea avan?ada, abrangendo tanto aeronaves novas quanto usadas, bem como servi?os associados de MRO, avi?nica, motores, conectividade e outros servi?os de avia??o.
O mercado ¨¦ segmentado por tipo de aeronave, tipo de propuls?o, modelo de propriedade, aplica??o do usu¨¢rio final e geografia. Por tipo de aeronave, o estudo abrange jatos executivos, aeronaves de asa fixa turbo¨¦lice, aeronaves de asa fixa a pist?o, helic¨®pteros e eVTOLs de mobilidade a¨¦rea avan?ada. Por tipo de propuls?o, abrange pist?o/turbina convencional, h¨ªbrido-el¨¦trico e totalmente el¨¦trico. Por modelo de propriedade, abrange propriedade privada plena, propriedade fracionada, operadores de fretamento/t¨¢xi a¨¦reo, institui??es de treinamento e acad¨ºmicas e operadores governamentais e de miss?es especiais. Por aplica??o, abrange transporte empresarial/corporativo, voo pessoal e de lazer, miss?o especial, servi?os m¨¦dicos de emerg¨ºncia/ambul?ncia a¨¦rea e treinamento de pilotos. O relat¨®rio tamb¨¦m abrange os tamanhos de mercado e previs?es para o mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul nos principais pa¨ªses da regi?o. Para cada segmento, o tamanho do mercado ¨¦ fornecido em termos de valor (USD).
| Jatos Executivos | Jato de Grande Porte |
| Jato de M¨¦dio Porte | |
| Jato Leve/Muito Leve | |
| Turbo¨¦lice de Asa Fixa | |
| Pist?o de Asa Fixa | |
| ±á±ð±ô¾±³¦¨®±è³Ù±ð°ù´Ç²õ | |
| eVTOLs de Mobilidade A¨¦rea Avan?ada |
| Pist?o/Turbina Convencional |
| ±á¨ª²ú°ù¾±»å´Ç-·¡±ô¨¦³Ù°ù¾±³¦´Ç |
| Totalmente El¨¦trico |
| Propriedade Privada Plena |
| Propriedade Fracionada |
| Operadores de Fretamento/T¨¢xi A¨¦reo |
| Institui??es de Treinamento e Acad¨ºmicas |
| Operadores Governamentais e de Miss?es Especiais |
| Transporte Empresarial/Corporativo |
| Voo Pessoal e de Lazer |
| Miss?o Especial (ISR, Vigil?ncia, Aplica??o da Lei) |
| Servi?os M¨¦dicos de Emerg¨ºncia/Ambul?ncia A¨¦rea |
| Treinamento de Pilotos |
| Brasil |
| Argentina |
| Chile |
| Col?mbia |
| Venezuela |
| Peru |
| Restante da Am¨¦rica do Sul |
| Por Tipo de Aeronave | Jatos Executivos | Jato de Grande Porte |
| Jato de M¨¦dio Porte | ||
| Jato Leve/Muito Leve | ||
| Turbo¨¦lice de Asa Fixa | ||
| Pist?o de Asa Fixa | ||
| ±á±ð±ô¾±³¦¨®±è³Ù±ð°ù´Ç²õ | ||
| eVTOLs de Mobilidade A¨¦rea Avan?ada | ||
| Por Tipo de Propuls?o | Pist?o/Turbina Convencional | |
| ±á¨ª²ú°ù¾±»å´Ç-·¡±ô¨¦³Ù°ù¾±³¦´Ç | ||
| Totalmente El¨¦trico | ||
| Por Modelo de Propriedade | Propriedade Privada Plena | |
| Propriedade Fracionada | ||
| Operadores de Fretamento/T¨¢xi A¨¦reo | ||
| Institui??es de Treinamento e Acad¨ºmicas | ||
| Operadores Governamentais e de Miss?es Especiais | ||
| Por Aplica??o do Usu¨¢rio Final | Transporte Empresarial/Corporativo | |
| Voo Pessoal e de Lazer | ||
| Miss?o Especial (ISR, Vigil?ncia, Aplica??o da Lei) | ||
| Servi?os M¨¦dicos de Emerg¨ºncia/Ambul?ncia A¨¦rea | ||
| Treinamento de Pilotos | ||
| Por Geografia | Brasil | |
| Argentina | ||
| Chile | ||
| Col?mbia | ||
| Venezuela | ||
| Peru | ||
| Restante da Am¨¦rica do Sul |
Principais Quest?es Respondidas no Relat¨®rio
Qual ¨¦ a taxa de crescimento prevista para a avia??o geral da Am¨¦rica do Sul at¨¦ 2031?
O mercado de avia??o geral da Am¨¦rica do Sul est¨¢ previsto para crescer a um CAGR de 8,17% de 2026 a 2031, atingindo 3,08 bilh?es de USD at¨¦ 2031.
Qual categoria de aeronave tem a maior participa??o na Am¨¦rica do Sul?
Os jatos executivos lideraram a demanda por tipo de aeronave com uma participa??o de 33,98% em 2025.
Qual tecnologia de propuls?o deve crescer mais rapidamente?
A propuls?o h¨ªbrido-el¨¦trica est¨¢ prevista para registrar um CAGR de 12,29% at¨¦ 2031.
Por que o Brasil ¨¦ importante para a avia??o executiva?
O Brasil detinha 42,18% da demanda regional em 2025 e tinha 1.193 aeronaves de avia??o executiva em maio de 2026.
Qual modelo de propriedade ¨¦ mais comum para os usu¨¢rios de avia??o geral?
Os operadores de fretamento/t¨¢xi a¨¦reo lideraram com uma participa??o de 55,39% em 2025, refletindo o apelo do acesso a aeronaves sem os custos totais de propriedade.
Qual aplica??o est¨¢ crescendo mais rapidamente?
Os servi?os m¨¦dicos de emerg¨ºncia/ambul?ncia a¨¦rea est?o previstos para crescer a um CAGR de 10,35% at¨¦ 2031, apoiados pelas necessidades de acesso remoto ¨¤ sa¨²de.
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